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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

A CASA ONDE NASCÍ


A CASA ONDE NASCÍ,POEMA QUE RECEBÍ DE PRESENTE

Poema feito a partir da foto de Menduina. Uma simples homenagem pra minha amiga e poeta.



O barro pisado 
Marcava o tempo 
Que ficou esquecido
naquele pedaço de rua
e a casa ainda, guarda os sussurros
que eram ditos aos pés do ouvido.
Como esquecer aquele tempo que 
Perfilava pelas tardes, quando
Sozinha enfrentava meus fantasmas
Que perambulavam pelas paredes
E arrastavam lembranças pelos quartos
Como se esquecer dos dias de verão
Em que corpos despidos se entregavam
À sexta pra afugentar o cansaço do dia.
Ali naquela casa de esquina em que 
Todos os meus sonhos ficaram trancados
À espera de um futuro que nunca chegou
Pois, as promessas de viagens
Ficaram enterradas naquelas tardes de verão.

Lin Quintino

sábado, 5 de janeiro de 2019

AS MARGENS DO RIO PARNAIBA




Jamais esquecerei minha infância
Onde tudo era calmo sereno
A vida tinha sentido e sonhos
Os amigos, o colégio de freiras
Até o uniforme que eu detestava
Sinto saudades, a melancolia vai e vem
Os cantos dos pássaros era mais afinados
O sol tinha brilho diferente, mais quente
As chuvas serenas, escorregando
Nas correntezas ficar suja de lama
A alegria era incomparável...
As árvores sempre verdes e floridas
Os frutos tirados nos galhos ali mesmo
Desfrutávamos de  cada sabor...
Os banhos no rio...como eu amava
Ah! Saudades marcadas com nomes certos
Crescer foi perder tudo isto...

MENDUIÑA
 

O QUE DIZER DE MIM



Diria que entre morte e vida vivia!
Nem dores nem saudades sentia...
Apenas uma paz reinava em mim
Como se tomassem minh’alma e levasse...
Não sentiria se voltaria a ver alguém,
Também como saber se não pensava em nada?
Tranquila ali, nada sabia de concreto, só ouvia
Mente ah! Esta mente que é muito minha
Tinha entregue tudo sem saber a quem...apenas repousava
Hoje penso que estive morta e ressuscitei,
Fazer o que? Se não dominava minhas forças nem a mente?
À  pessoas desconhecidas estava entregue...
Deus estaria ali? Sim com certeza
Algo ele tinha para minha vida se acordasse saudável
Ali inerte meu corpo sendo trabalhado
Meu espirito nem sei explicar...
Saiu de mim?  Saiu e voltou? Só Deus sabe a resposta
Nada queria nem expressava sentimentos,
Um corpo apenas estaria na cama em coma.

MENDUIÑA

BATA ANTES DE ENTRAR




Não se arrisque a entrar na alcova de recém casados!
Podes ver o que não é devido, mas é lindo....
A taça de vinho está ao lado,
Ao seios da mulher amada há um reflexo,
Num  clima de amor percebe-se...é lua de mel
Pétalas de rosas espalhadas pelo chão...
Ali há aroma de amor e gozo,
Ela se embriaga entre suas pernas...
Canções de amor em homenagem aos amantes...
Habita agora harmonia e sorrisos
Deixando tudo acontecer
Os dois são um só, tudo é permitido!
Vê-se logo um ar diferente,
A paixão aflorada entres eles é lindo!
Agora existe dois adolescentes,
Aproveitando entre uma dor e outra, o amor...
Um cuida do outro, são cúmplices em tudo,
Delírios vários, repetidas vezes
Ela manhosa, dengosa querendo amparo,
A vida deixou a crueldade de lado,
Agora a paz reina...
Que perdure está felicidade
Tão merecida...
 
MENDUIÑA

A VIDA E SEUS MISTÉRIOS


          

Os sentimentos se descontrolam
em meio a vida que vivo,
me atropelo mesmo sem sair de casa...
Minh’alma doída agasalho com delicadeza
os raios solares me visitam pelas janelas
em dias de chuva me recolho completa
meu cérebro fica em devaneio
meu peito toma de assalto a vida
que em mistério me conduz dia a dia;
Quisera eu poder bater asas
alçar voos nos ares sem rebeldia
germinar em meu peito amores
pelos que se foram, e pelos que estão aqui,
teço fios prateados em pensamentos
fecho os olhos e navego pra longe
mais do que pode imaginar
minha vã filosofia...
quem sou eu afinal?
ás vezes duas em uma, ou mais,
o único vínculo que tenho
é com um mundo abstrato.

MENDUIÑA